Aumento da produção do pré-sal impulsiona ampliações em portos e terminais destinados à exportação de petróleo no litoral fluminense (Itaguaí, São João da Barra, Angra dos Reis) e no Espírito Santo (Aracruz), em iniciativas já em curso em 2024–2025 e com desdobramentos previstos nos anos seguintes, porque a elevação da oferta doméstica exige mais capacidade de manobra, armazenamento e transbordo para alcançar clientes na Europa e na Ásia, por meio de obras como adaptação de cais, construção de dolphins off-shore e terminais ship-to-ship.
Com a escalada da produção nas camadas profundas do pré-sal, investimentos em infraestrutura portuária aceleraram, envolvendo tanto grupos privados quanto a Petrobras. Projetos em Itaguaí, São João da Barra, Angra dos Reis e Aracruz priorizam adaptação de cais, construção de dolphins para atracação off-shore e terminais dedicados a operações ship-to-ship, ampliando capacidades de manobra, armazenamento e transbordo para atender mercados na Europa e na Ásia.
Em Itaguaí, um projeto originalmente voltado a minério recebeu R$ 180 milhões para adequação a líquidos energéticos, enquanto no Porto do Açu há obras para elevar capacidade de 1,2 milhão para 1,8 milhão de barris por dia e ativar um terceiro berço capaz de receber VLCCs. No Espírito Santo, o Porto Logística em Aracruz avança como projeto multibilionário em parceria internacional, e em Angra dos Reis o retorno do debate sobre Tebig reacendeu pedidos de licenciamento e instalação de um novo dolphin.
Dados operacionais mostram que a logística já responde: Transpetro reportou cerca de 700 mil barris por dia em transbordo em 2025, alta aproximada de 18%, e o operador do Porto do Açu registrou média de 600 mil barris diários, com aumento na ordem de 19%.
Esses indicadores confirmam que a expansão não é apenas projetual, mas prática. Desafios persistem: dragagem, prazos de licenciamento, limites de profundidade e exigências socioambientais que influenciarão ritmo e formato das soluções logísticas nos próximos anos. Operadores, investidores e órgãos públicos terão de conciliar investimentos, cronogramas e mitigação de riscos para garantir exportações seguras e eficientes no curto prazo.
