O desempenho das vendas e da produção de automóveis no mercado brasileiro em julho, com dados divulgados no início de agosto, apresentou avanço impulsionado pela rápida adoção de veículos eletrificados, mesmo diante da perda de dinamismo nas exportações: as vendas e a produção subiram, enquanto importações e comércio exterior movimentaram o setor.
Em julho, as vendas de veículos novos alcançaram aproximadamente 279,5 mil unidades, alta de 15% sobre o mesmo mês do ano anterior, enquanto o acumulado até julho superou 1,7 milhão de negociações, crescimento em torno de 18%. A média diária recuou levemente em função do aumento dos dias úteis no mês, mas o volume mensal foi o maior do ano.
A produção industrial nacional atingiu 253,9 mil unidades em julho, resultado positivo tanto frente a junho quanto na comparação anual, e elevou o total produzido no ano para cerca de 1,626 milhão de veículos, avanço superior a 8%, que colocou o Brasil na segunda posição entre os países com maior crescimento na produção, atrás apenas da Índia.
Eletrificação e comércio exterior.
O destaque segue sendo a rápida eletrificação: quase 24% das aquisições envolveram motorização elétrica ou híbrida. Veículos elétricos atingiram recorde com cerca de 25,8 mil unidades vendidas; híbridos e plug-in ampliaram participação.
No comércio exterior, exportações caíram para cerca de 39,3 mil veículos em julho, baixa superior a 20%, com retração para a Argentina, responsável por parte do recuo; somente a Colômbia resistiu à tendência regional.
As importações ficaram elevadas, com 45,2 mil veículos desembarcados no mês e cerca de 344,1 mil no acumulado do ano, alta de 25%, impulsionadas por remessas da China e do México, com a China mais que dobrando envios. A combinação de maior participação dos elétricos, mais importações e menos exportações exige ajustes da indústria e atenção a políticas comerciais e investimentos em tecnologia.
