O crescimento econômico do Brasil foi de 0,5% no segundo trimestre de 2026 em relação ao trimestre anterior, segundo o IBGE, divulgado em 1º de julho; a desaceleração ocorreu em razão da queda do consumo das famílias e de movimentos opostos entre setores, com o agronegócio em destaque.
Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026 em relação ao trimestre anterior, reflexo de um desempenho heterogêneo entre setores. O agro puxou a expansão com avanço de 2,8%, impulsionado por safras maiores e ganhos de produtividade — especialmente em soja e café — que tiveram revisões expressivas nas estimativas anuais.
A indústria praticamente estacionou, com alta de 0,1%, afetada por queda em energia, manufatura e construção, mas parcialmente compensada pela extração mineral. Os serviços cresceram modestamente, 0,2%, com desempenho positivo em tecnologia e transporte e recuo em atividades públicas e financeiras.
Detalhes e implicações
Em comparação anual, o PIB subiu 2,0%, com agricultura registrando alta de 6,8% e indústria e serviços avançando 1,5% cada. Na agregação móvel de quatro trimestres, o ritmo subiu 1,9% e o PIB totalizou cerca de 3,4 trilhões de reais, valor formado por valor acrescentado e tributos líquidos.
O consumo das famílias recuou 0,4%, a pior leitura desde o fim de 2024, enquanto a Formação Bruta de Capital Fixo avançou 1,2%, sinalizando investimento ainda tímido.
Exportações caíram 0,8% e importações subiram 1,8%, pressionando o setor externo. Para formuladores de políticas, o quadro sugere a necessidade de medidas que reativem a demanda interna — por meio de emprego, renda e juros reais mais baixos — sem prejudicar as contas externas. Embora não seja recessão, o país perdeu ritmo, com crescimento seletivo centrado no agro. Riscos externos e fiscais permanecem entre os principais desafios.
