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Brasil pode melhorar vidas de pacientes com doenças renais

Em 2025, no painel intitulado O futuro da diálise no Brasil realizado em São Paulo, especialistas e um paciente debateram caminhos para aprimorar o tratamento da insuficiência renal, destacando a urgência política, os avanços tecnológicos e a necessidade de ampliar o atendimento diante do aumento de casos motivado pelo envelhecimento e por comorbidades como diabete e hipertensão; o encontro, organizado pelo Metrópoles em parceria com a Nefrostar, buscou traçar estratégias para tornar os cuidados mais acessíveis, eficazes e humanos.

No painel realizado em São Paulo, especialistas e um paciente apresentaram dados que mostram o aumento da demanda por terapias renais devido ao envelhecimento da população e ao crescimento das comorbidades, como diabete e hipertensão.

Médicos ressaltaram que a insuficiência renal crônica impõe ônus social e financeiro significativo, afetando serviços de saúde e famílias.

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Modalidades de substituição renal

Foram descritas as principais modalidades de substituição renal: hemodiálise convencional, que usa difusão para remover toxinas; hemodiafiltração (HDF), que combina difusão e convecção para eliminar moléculas maiores; diálise peritoneal, que utiliza a membrana peritoneal e permite tratamento domiciliar; e transplante renal, que substitui a função renal, mas exige imunossupressão e acompanhamento contínuo.

Os participantes enfatizaram a importância de uma rede integrada de atenção, com equipe multiprofissional composta por nefrologista, infectologista, cardiologista, endocrinologista, nutricionista, psicólogo e fisioterapeuta. Políticas públicas, financiamento sustentável e ampliação da oferta são fatores determinantes para garantir acesso universal aos tratamentos.

Perguntas frequentes foram respondidas: HDF não é necessariamente superior para todos; a escolha depende de avaliação clínica individual. Transplante melhora vida e função renal, mas não representa cura absoluta. A prevenção passa pelo controle de diabete e hipertensão, manutenção de peso, hidratação adequada e atividade física regular. A universalização do acesso depende de investimento, organização da rede e iniciativas de saúde pública.

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Finalmente, os debatedores defenderam que inovação tecnológica precisa andar lado a lado com cuidados centrados no paciente para reduzir sofrimento e custos e melhorar desfechos a longo prazo. Também foi ressaltada a necessidade de educação do paciente e pesquisa contínua sistêmica.

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