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Brasil não corre risco de surto do vírus Nipah, diz Ministério

Trata‑se do vírus Nipah, um agente zoonótico que, na véspera do carnaval de 2025, foi tema de esclarecimentos das autoridades de saúde brasileiras: o Ministério informou que não há registros confirmados no país e o risco de expansão internacional é considerado baixo, por ora, graças a medidas de vigilância e à ausência dos principais morcegos reservatórios nas áreas brasileiras.

Nas últimas semanas, autoridades de saúde monitoraram episódios em Bangladesh e na Índia, que renovaram atenção ao vírus Nipah. Em Bangladesh, um caso fatal notificado no início de fevereiro iniciou-se dos sintomas no fim de janeiro; investigações apontam o consumo repetido de seiva de tamareira como possível fonte.

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Na Índia, em Bengala Ocidental, dois profissionais de enfermagem adoeceram no fim de dezembro, com confirmações laboratoriais em meados de janeiro; um evoluiu para melhora e outro permanecia grave. Em ambos os surtos, contatos próximos foram rastreados e testados.

Transmissão e quadro clínico

Nipah é um vírus zoonótico associado a morcegos frugívoros do gênero Pteropus que pode infectar animais e pessoas por alimentos contaminados ou contato direto. O quadro varia de sintomas respiratórios moderados a encefalite grave, com incubação de dias a semanas. Sinais iniciais incluem febre, dor de cabeça, mialgia, náusea e dor de garganta; a progressão pode provocar tontura, sonolência, alterações de consciência, convulsões e coma.

Surtos históricos registraram alta mortalidade, com médias próximas a cinquenta a sessenta por cento, segundo séries publicadas, dependendo da região e da capacidade de resposta. Não há antivírus ou vacina de uso amplo; o tratamento é de suporte intensivo.

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As autoridades brasileiras informaram que não há casos confirmados no país e mantêm avaliação de risco baixa, em parte pela ausência dos principais morcegos reservatórios em muitas áreas e pelo monitoramento contínuo. Recomenda‑se cautela ao visitar áreas afetadas, evitar alimentos potencialmente contaminados e procurar serviço de saúde sem demora se surgirem sintomas após viagem.

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