Surto de mpox ressurgiu no Brasil no início de 2026, com relatos concentrados nas primeiras semanas do ano; a reemergência ocorre porque os sinais iniciais podem imitar outras viroses e, devido ao potencial de propagação por contato prolongado, exige detecção rápida e intervenção precoce por autoridades de saúde.
Desde o início de 2025, o Ministério da Saúde acompanha o ressurgimento da mpox em diversas regiões do país. A doença reapareceu com relatos concentrados nas primeiras semanas do ano, motivando alerta por sua capacidade de mimetizar outras viroses e pela transmissão por contato prolongado.
Nos estágios iniciais, os sinais podem ser confundidos com gripe, mas o sinal diferencial são lesões cutâneas que evoluem para bolhas e úlceras, exigindo detecção rápida e atendimento presencial para interromper cadeias de contágio. A transmissão ocorre por contato físico direto e exposição a gotículas, além do uso de fômites como roupas de cama e toalhas, motivo pelo qual evitar o compartilhamento de itens pessoais é recomendado.
Linfonodos doloridos na virilha e no pescoço, febre, dores musculares e cefaleia costumam preceder as erupções. O período de incubação varia geralmente entre três e dezesseis dias, podendo chegar a vinte e um. Pessoas com imunossupressão, inclusive quem vive com HIV, têm risco maior de formas graves e devem procurar avaliação sem demora.
Não há tratamento específico rotineiro; o manejo é de suporte e sintomático, com isolamento e higiene como medidas centrais. A teleconsulta pode orientar, mas o exame presencial é preferível para identificar lesões e confirmar diagnóstico. Autoridades de saúde pedem para evitar estigmas, comunicar contatos recentes para rastreamento e seguir orientações locais de isolamento.
A vigilância ativa e a conscientização pública são essenciais para controlar a circulação do vírus e proteger grupos vulneráveis. A pesquisa laboratorial e a notificação imediata continuam sendo prioridades nacionais e internacionais.
