No final de 2024, uma avaliação de escala mundial promovida pela conceituada publicação Newsweek reconheceu a excelência de hospitais públicos brasileiros, a maioria localizada em São Paulo.
Este reconhecimento global ocorreu devido ao desempenho consistente, inovação em tratamentos e contribuições acadêmicas dessas instituições, que foram analisadas por um estudo que perscrutou os melhores complexos hospitalares do planeta em múltiplas disciplinas clínicas, chancelando a qualidade da medicina pública do país.
A principal proeza coube ao Instituto do Coração (InCor), vinculado ao complexo do Hospital das Clínicas da USP e integrante do Sistema Único de Saúde (SUS). A instituição alcançou um patamar impressionante, sendo aclamada com a 12ª colocação global em cardiologia e a 28ª em cirurgia cardíaca.
Este posicionamento extraordinário não apenas o estabelece como o líder incontestável na América Latina, mas também o coloca em pé de igualdade com alguns dos mais venerados centros cardiológicos da Europa e da América do Norte, refletindo décadas de pesquisa, formação de especialistas e aplicação de procedimentos de vanguarda.
Polivalência e Concentração de Excelência em São Paulo
O próprio Hospital das Clínicas da USP (HC-USP), como entidade-mãe, também demonstrou sua excelência polivalente, figurando na seleta lista em outras cinco áreas: pediatria (32º), ortopedia (74º), neurocirurgia (90º), gastroenterologia (117º) e cardiologia (299º), independentemente do InCor.
A concentração de excelência na capital paulista é reforçada pela presença de outras instituições de renome, como o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) e o Hospital de Ensino da Unifesp.
O único representante público nesta compilação localizado fora da metrópole paulistana é o Hospital das Clínicas da Unicamp, sinalizando uma descentralização, ainda que incipiente, da alta competência médica.
No total, a avaliação internacional revelou que o Brasil possui 22 instituições entre as melhores do mundo em oito das doze disciplinas analisadas, servindo como um atestado da capacidade técnica e humana do setor público de saúde brasileiro, apesar dos desafios estruturais.
