Uma análise aprofundada dos dados do censo de 2022 do IBGE, divulgada recentemente, traça um panorama socioeconômico do Piauí, revelando tanto avanços significativos quanto disparidades regionais.
O diagnóstico, que serve de base para as estratégias do governo em 2025, foi realizado para compreender as transformações das últimas décadas e validar políticas públicas que buscam um crescimento mais equilibrado em todo o estado, através da análise de dados sobre a esfera profissional e a distribuição de recursos.
O estado apresenta um cenário de contrastes. Um dos principais alerta é a baixa participação da população na força de trabalho: menos da metade dos piauienses (46,57%) integra o contingente de mão de obra, índice inferior às médias nordestina e brasileira.
Essa realidade se desdobra em extremos, como o abismo entre a capital, Teresina, com mais de 60% de sua população ativa, e o município de Jurema, que amarga o menor índice do Brasil, com apenas 14,13%. Tal discrepância evidencia a necessidade de políticas focadas na interiorização do desenvolvimento.
Avanços Notáveis em Meio aos Desafios
Apesar dos desafios, a análise revela conquistas expressivas. O Piauí ampliou a prosperidade, com a remuneração média saltando mais de 450% entre 2000 e 2022, um dos maiores crescimentos do país. Esse avanço foi acompanhado por uma redução na desigualdade, conforme o índice de Gini.
Outro ponto positivo é a qualificação da força de trabalho, com proporção de universitários superior à média do Nordeste. A estrutura de emprego é diversificada: 40,88% na iniciativa privada, 29,42% como autônomos e 18,91% no funcionalismo público.
Diante disso, o governo estadual utiliza os resultados para validar sua estratégia de “territorialização”, que visa fomentar as vocações econômicas das 12 macrorregiões. A expectativa é que as ações implementadas desde 2023 melhorem a empregabilidade e reduzam as desigualdades regionais nos próximos levantamentos.
