Mutirão cirúrgico do SUS ocorre neste fim de semana de 2025 no Piauí, com operações concentradas no Hospital da Polícia Militar (HPM) e no Hospital Getúlio Vargas (HGV), integrando o programa federal Agora Tem Especialistas para acelerar o acesso a procedimentos eletivos e reduzir a fila por cirurgias; a ação mobiliza equipes e recursos locais, seguindo critérios clínicos e de regulação do SUS.
Mobilizado pelo Ministério da Saúde, o mutirão reúne equipes cirúrgicas, anestesiologistas, enfermeiros e logística hospitalar para concentrar procedimentos eletivos em um único fim de semana, com a meta de reduzir filas e acelerar o fluxo de pacientes.
No Hospital da Polícia Militar (HPM) estão previstas 21 operações, com foco em cirurgias bucomaxilofaciais e ortopédicas; já no Hospital Getúlio Vargas (HGV), maior unidade do estado, mais de setenta intervenções foram agendadas, incluindo procedimentos oftalmológicos, urológicos, otorrinolaringológicos, ginecológicos e gerais, além de ações de hemodinâmica como embolizações e angioplastias.
A seleção dos pacientes seguirá a regulação do SUS, priorizando casos por urgência relativa, tempo de espera e compatibilidade com a capacidade técnica e insumos das unidades. Os procedimentos são gratuitos para os usuários, financiados pelo programa federal e pelas instituições parceiras, e todos os pacientes passam por avaliação pré-operatória e orientações de pós-operatório, com protocolos para manejo de complicações.
Em escala nacional, a iniciativa envolve ao menos 188 hospitais e prevê 11,5 mil cirurgias específicas dentro de um conjunto de 61,6 mil procedimentos ofertados a estados e ao Distrito Federal, incluindo Santas Casas, entidades filantrópicas, hospitais universitários da Rede Ebserh e unidades federais.
No Piauí, onde a espera média por cirurgia eletiva gira em torno de 50 dias, os centros estaduais já realizaram mais de 33 mil operações programadas em 2025; o mutirão representa um impulso relevante, mas é complementar a ações contínuas para enfrentar demandas acumuladas ao longo do tempo. Autoridades locais acompanham resultados e monitoram indicadores de desempenho hospitalar regionais.
