Dois procedimentos cirúrgicos para corrigir curvatura vertebral em duas adolescentes de 14 anos foram realizados na segunda-feira, dia 2, de 2026, no Hospital Infantil Lucídio Portella, no Piauí; a ação integra um programa estadual que articulou assistência hospitalar e gestão pública para intervir em deformidades evoluídas e preservar função respiratória, cardíaca, mobilidade e qualidade de vida, com planejamento multidisciplinar desde o diagnóstico até a reabilitação.
Os procedimentos, realizados no âmbito de um programa estadual que articula assistência hospitalar e gestão pública, visam principalmente frear a progressão da escoliose e prevenir sequelas respiratórias e cardiológicas que comprometem função e qualidade de vida. As intervenções exigiram planejamento logístico avançado, com avaliação pré-operatória, imagem especializada, monitorização neurológica intraoperatória e equipe de anestesia pediátrica.
A coordenação envolveu cirurgiões de coluna pediátricos, anestesiologistas, neurologistas, cardiologistas, enfermagem especializada, fisioterapeutas, psicologia, serviço social e UTI pediátrica, garantindo fluxos para diagnóstico, cirurgia e reabilitação. Paralelamente às cirurgias, o programa mantém estratégias não cirúrgicas como coletes e fisioterapia para casos elegíveis e realiza triagem para priorizar pacientes com deformidades evoluídas.
Relatórios oficiais descrevem volume de atendimentos e histórico de operações, mas apontam necessidade de clareza temporal: é importante que a secretaria publique um cronograma consolidado por ano para evitar ambiguidades sobre o número de procedimentos realizados. Quanto ao pós-operatório, a recuperação inclui internação, analgesia, fisioterapia precoce e revisões periódicas; o tempo varia com a complexidade de cada caso. Riscos conhecidos incluem infecção, sangramento, lesão neurológica e, em alguns casos, necessidade de reoperação, motivos pelos quais o consentimento informado e o acompanhamento multiprofissional são essenciais.
Famílias interessadas devem procurar unidades de referência pediátrica ou as secretarias regionais de saúde que participam do programa. A iniciativa representa avanço no acesso ao cuidado especializado, mas exige continuidade de investimentos e transparência nas metas e resultados. Campanhas de detecção precoce e capacitação de profissionais nas redes municipais são fundamentais para ampliar cobertura, reduzir complicações futuras e fortalecer acompanhamento.
