A Secretaria de Educação do Piauí (Seduc) formalizou, no último ano, sua adesão a um programa governamental de vanguarda para reestruturar a cultura institucional da rede pública de ensino.
A iniciativa, que ocorre em todo o Piauí, visa cultivar ambientes de trabalho e estudo mais inclusivos e seguros, fortalecendo as diretrizes de pertencimento e combatendo disparidades relacionadas a etnia, gênero, raça, orientação sexual e deficiência, através da implementação de um plano de ação detalhado por uma comissão interna.
A operacionalização dessa nova diretriz está a cargo de uma comissão interna específica, composta por especialistas e servidores da própria Seduc. Este grupo é responsável por desenhar e executar um cronograma de implementação detalhado, visando ir além do discurso e gerar mudanças palpáveis no cotidiano de estudantes e colaboradores.
A iniciativa demonstra um aprofundamento do compromisso do estado com uma agenda de isonomia, alinhada às demandas sociais contemporâneas por mais diversidade e respeito.
Ações Concretas para a Mudança
O plano de ação é abrangente e multifacetado. Entre as deliberações já em andamento, destaca-se a instalação de um espaço de lactário na sede do órgão, garantindo suporte a mães trabalhadoras, e a realização de um censo funcional modernizado.
Este censo coletará dados autodeclarados sobre marcadores identitários para orientar futuras políticas públicas de forma mais assertiva. Além disso, o plano contempla mobilizações para a sensibilização contra o assédio moral e sexual, sessões de desenvolvimento para lideranças focadas em educação inclusiva e a criação de um almanaque celebratório.
A publicação homenageará figuras emblemáticas do Piauí — personalidades femininas, negras, indígenas, quilombolas e LGBTQIA+ — que foram pilares na construção de uma sociedade mais justa.
Segundo o secretário de Educação, Washington Bandeira, essa adesão reflete um novo paradigma para o ensino piauiense, alicerçado em pilares como a alteridade, a empatia e a justiça social. A perspectiva é que, ao promover a paridade de oportunidades e a representatividade, a escola cumpra sua missão essencial de formar cidadãos com maior percepção social e respeito pela pluralidade, preparando a juventude para uma cidadania ativa e transformadora.
