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Spray nasal que pode virar vacina universal e protege por meses

Uma equipe da Universidade de Stanford apresentou em 2025 uma formulação experimental: um spray intranasal pensado para acionar defesas do organismo sem usar partes do agente infeccioso e, assim, oferecer proteção ampla contra vários germes respiratórios por meses; a estratégia combina adjuvantes com uma proteína da clara do ovo para estimular simultaneamente respostas inatas e adaptativas.

Uma equipe liderada por Bali Pulendran descreve uma formulação intranasal experimental que combina dois adjuvantes potentes com uma proteína da clara do ovo para provocar uma resposta imune dupla: ativação inata e formação de memória adaptativa.

Em estudos pré-clínicos publicados na revista Science, camundongos submetidos à aplicação nasal mantiveram peso e exibiram menor inflamação pulmonar após exposição a diferentes coronavírus e à bactéria Staphylococcus aureus, enquanto animais controle adoeceram mais. A proteção foi multigerme e durou pelo menos três meses nos roedores.

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Detalhes do mecanismo

Os adjuvantes provocam sinais de perigo que ativam macrófagos e outras células residentes das vias aéreas, intensificando a fagocitose e a apresentação de antígenos às células T. A proteína da clara do ovo funciona como um alvo neutro que recruta e estimula células T sem risco infeccioso, prolongando o estado de alerta dos fagócitos além do observado com adjuvantes isolados. Assim, a estratégia não depende de antígenos específicos dos patógenos, o que explica a abrangência contra vírus e bactérias testados.

Os autores ressaltam que os dados são pré-clínicos e que estudos em humanos ainda não começaram. Entre os próximos passos estão ensaios de segurança em humanos, otimização da formulação para minimizar reações adversas e substituição da proteína do ovo por um marcador mais adequado.

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Se confirmada clinicamente, a abordagem poderia complementar vacinas tradicionais e oferecer proteção sazonal e hospitalar contra múltiplos agentes respiratórios. Especialistas independentes pedem cautela e avaliações rigorosas antes de qualquer aplicação clínica, incluindo estudos sobre doses, vias e efeitos a longo prazo.

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