O Instituto Butantan antecipou a entrega de 1,3 milhão de doses da sua vacina contra a dengue, que serão fabricadas no complexo do instituto em São Paulo e distribuídas pelo Sistema Único de Saúde; a remessa passará a ser disponibilizada no primeiro semestre de 2026 para acelerar a proteção coletiva diante do risco de surtos e ampliar o acesso de grupos prioritários, alterando o cronograma previamente estabelecido.
O anúncio feito em 24 de fevereiro de 2025 altera um cronograma anterior que previa esse lote para o segundo semestre de 2025. Com a revisão, o Butantan passará a distribuir 2,6 milhões de doses no primeiro semestre de 2026, resultado da soma de remessas já planejadas e da antecipação de 1,3 milhão de unidades.
Produzida no complexo do instituto em São Paulo, a vacina é aplicada em dose única e protege contra os quatro sorotipos do vírus da dengue. Autorizada pela agência reguladora para uso em pessoas entre 12 e 59 anos, a vacina mostrou proteção global de cerca de 75%, proteção superior a 90% contra formas graves e bloqueio total das hospitalizações nas avaliações clínicas. Esses indicadores sustentam a estratégia de priorizar públicos com maior exposição.
O Ministério da Saúde iniciou, na segunda semana de fevereiro, a imunização de profissionais da atenção básica – médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários – com o objetivo de resguardar cerca de 1,2 milhão de trabalhadores.
A antecipação das remessas permitirá ampliar a oferta e potencialmente acelerar campanhas regionais, sujeitas à logística estadual e municipal. Estados com maior risco epidemiológico poderão adotar cronogramas antecipados conforme disponibilidade.
Além disso, o governo paulista transferiu um terreno no Jaguaré para instalar um novo centro de pesquisa e produção de imunobiológicos do Butantan. Há previsão de R$ 1,38 bilhão em investimentos para novas unidades fabris, reforçando a capacidade produtiva e a autossuficiência em biotecnologia. Em síntese, a medida amplia acesso e fortalece resposta nacional.
