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Como evitar golpes com cartão e pagamentos no Carnaval

Um golpe envolvendo pagamento presencial com cartão ocorreu durante o pré-carnaval de 2025 em um bloco na região da Bela Vista, em São Paulo, quando o comprador entregou o cartão a um ambulante para pagar um refrigerante e, pouco depois, constatou lançamentos indevidos que totalizaram mais de R$ 16 mil; a modalidade do crime pareceu envolver troca do plástico ou manipulação do leitor, e as transações exigiram senha, o que complicou a contestação junto à administradora.

O caso de Caio Franco, médico de 29 anos, ilustra riscos recorrentes em eventos com grande fluxo de pessoas. Após pagar por uma bebida, Caio percebeu lançamentos não autorizados que somaram mais de R$ 16 mil; ele contestou junto à administradora e recorreu ao Judiciário, mas, depois de mais de um ano de disputa, não obteve provimento favorável.

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Especialistas apontam que, em áreas movimentadas, criminosos aproveitam para trocar cartões, usar leitores adulterados, duplicar cobranças ou alterar valores no momento do pagamento. Paralelamente, fraudes digitais proliferam: QR Codes falsos e ofertas atraentes nas redes sociais também têm levado vítimas a transferir valores ou fornecer dados.

Um exemplo semelhante envolvendo a jornalista Alice Gomes mostra outro rosto do problema: ela pagou R$ 3 mil por um camarote anunciado no Instagram que se revelou fraude, com o perfil apagado após a transação.

Como se proteger e o que fazer

Felipe Paniago, fundador de uma plataforma de reclamações, recomenda não entregar o cartão a estranhos, inserir ou aproximar o plástico você mesmo, conferir sempre o valor na tela, usar autenticação por transação (senha, biometria ou reconhecimento facial), limitar pagamentos por aproximação e PIX, proteger o celular com bloqueio e camadas extras nos apps bancários, preferir dinheiro vivo para compras de baixo valor em locais muito cheios e comprar ingressos só por canais oficiais.

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Se for vítima, bloqueie o cartão imediatamente, registre contestação na administradora, reúna comprovantes e prints, faça boletim de ocorrência, notifique órgãos de defesa do consumidor e consulte um advogado. Processos podem ser demorados e nem sempre garantem ressarcimento, especialmente quando houve uso de senha, por isso agir rápido aumenta as chances de mitigação.

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