O governo federal ampliou o socorro a Minas Gerais após fortes precipitações que deixaram áreas do estado em situação crítica; as ações foram discutidas em encontros na sede do Executivo na segunda-feira, dia 2, reunindo o ministro da Integração, a Casa Civil e prefeitos de cidades severamente atingidas como Juiz de Fora e Ubá, com o objetivo de conter os efeitos humanitários e reerguer infraestrutura e moradias ameaçadas por meio de medidas emergenciais e programas de crédito.
Autoridades federais e estaduais detalharam as medidas tomadas e os recursos disponíveis para socorrer as populações afetadas pelas fortes chuvas em Minas Gerais. Em reunião na segunda-feira, equipes técnicas definiram prioridades: atendimento humanitário imediato, restabelecimento de serviços essenciais e recomposição habitacional das famílias desalojadas.
O mecanismo de aquisição de imóveis com intermediação estatal será ativado para acelerar aberturas de moradia, com a Caixa Econômica Federal abrindo registros para proprietários interessados ainda nesta semana. O Ministério da Integração ficará responsável pelo cadastro e validação das famílias para receberem apoio, enquanto equipes locais coordenam a logística de distribuição de cestas, kits de higiene, colchões e equipamentos de proteção.
Linhas de crédito direcionadas ao comércio e à indústria local também foram anunciadas, seguindo modelos empregados em desastres recentes, incluindo facilitadores para capital de giro e prazos de carência. Dos R$ 16,1 milhões autorizados, parte foi destinada à assistência imediata e restabelecimento de infraestrutura pública, com valores especificados para municípios mais afetados, entre eles Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa. Equipes da Codevasf e do Grupo Federal de Segurança de Barragens operam em locais críticos, monitorando barragens e coordenando evacuações preventivas quando necessário.
O Instituto Nacional de Meteorologia mantém alerta de chuva intensa até quarta-feira, com risco de enchentes e deslizamentos. A Defesa Civil recomenda atenção às mensagens oficiais, evitar áreas inundáveis e procurar abrigo seguro. Municípios interessados devem registrar situação de emergência ou calamidade e enviar planos pelo sistema S2iD para ter acesso aos recursos federais. Números oficiais seguem sendo atualizados pelas defesas civis.
