O SUS lançou em 2026 um canal de atendimento remoto em saúde mental voltado a problemas com jogos e apostas, oferecido pela plataforma digital nacional, com a finalidade de reduzir barreiras ao tratamento diante do aumento das apostas online e da baixa busca presencial; o acesso ocorre pelo aplicativo oficial ou versão web, com autenticação gov.br e triagem automatizada que direciona cada caso ao nível de cuidado adequado.
O serviço lançado em 2026 pelo SUS oferece atendimentos remotos específicos para transtornos relacionados ao jogo, com encaminhamento automatizado a partir da triagem eletrônica e integração à rede de atenção psicossocial.
O usuário acessa o miniaplicativo no app oficial ou na versão web, autentica-se com a conta gov.br e realiza um autoteste validado nacionalmente que indica sinais de risco. Casos de risco moderado ou alto são referenciados automaticamente para teleconsultas, enquanto quadros de menor gravidade recebem orientação para CAPS ou UBS.
As consultas ocorrem por videoconferência, têm duração média de 45 minutos e fazem parte de ciclos de cuidado que podem chegar a treze sessões, com formato individual ou coletivo e possibilidade de inclusão de familiares. A equipe é multiprofissional, composta por psicólogos e terapeutas ocupacionais, com suporte psiquiátrico quando indicado, e prevista articulação com serviços locais para encaminhamentos presenciais.
O projeto conta com parceria do Hospital Sírio-Libanês via Proadi-SUS, previsão de investimento de aproximadamente dois vírgula cinco milhões de reais e meta inicial de cerca de seiscentos atendimentos mensais. Em 2025 foram registradas mais de seis mil consultas presenciais relacionadas a jogos, evidenciando demanda que muitas vezes não se traduz em busca presencial por fatores como vergonha ou falta de percepção do problema.
A iniciativa integra medidas complementares, como plataforma de autoexclusão de sites de apostas, no território nacional, observatório para intercâmbio de dados entre Saúde e Fazenda, protocolos clínicos específicos e orientação pela Ouvidoria do SUS pelo telefone 136. O impacto será monitorado para avaliar efetividade e possível ampliação.
