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50 principais produtos do Brasil pagarão nova tarifa de 25% nos EUA

Os Estados Unidos anunciaram a imposição de uma sobretaxa de 25% sobre uma série de produtos importados do Brasil, que passará a vigorar em 22 de julho de 2026 e incidirá sobre mercadorias brasileiras que entram no mercado norte-americano, medida adotada pelo Escritório do Representante Comercial (USTR) com base na Seção 301 após apurações sobre distorções comerciais apontadas pelos EUA.

A lista divulgada pelo USTR concentra a sobretaxa principalmente em bens industriais e alguns itens agrícolas, atingindo uma parte significativa das exportações brasileiras para os Estados Unidos, que compraram cerca de US$ 37,7 bilhões do Brasil no último ano. Entre os produtos isentos estão commodities e manufaturados de maior valor, como petróleo bruto, café em grão, aviões e partes de turbinas, celulose, carne bovina congelada, suco de laranja, ferro-nióbio, minério de ferro, combustíveis aeronáuticos e silício.

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Em contraste, a alíquota de 25% deverá incidir sobre combustíveis pesados e gasolina, equipamentos pesados para construção e mineração, transformadores elétricos, pneus para veículos comerciais e de passeio, açúcar, etanol, tabaco em folhas, madeira serrada e compensada, portas, calçados de couro, chapas e alguns produtos de alumínio, além de pedras ornamentais e matérias proteicas.

O USTR explicou que a medida decorre de investigação sob a Seção 301; porém, produtos já cobertos pela Seção 232, como certos aços e alumínios, foram excluídos da nova lista para evitar dupla tributação. Ainda não está claro se a sobretaxa de 25% será somada à tarifa global temporária de 10%, o que poderia elevar a carga para até 35% em alguns casos. Exportadores brasileiros devem avaliar impactos na competitividade, possíveis repasses de custo e alternativas comerciais.

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O governo e o setor privado precisarão mapear itens afetados, buscar negociações com Washington e estudar medidas compensatórias, enquanto o USTR mantém outra investigação relacionada a trabalho forçado, que pode gerar nova rodada de tarifas e preparar respostas legais e diplomáticas urgentes e imediatas.

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