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A fraqueza do dólar fortalece o real e pesos na América Latina

Uma avaliação do banco Citi aponta que a trajetória cambial e o impacto nas economias latino-americanas estão sendo desenhados neste ciclo de divulgação econômica de 2026, com projeções para os próximos 12 a 18 meses; o estudo, focado na América Latina e compilado a partir de fontes financeiras internacionais, conclui que a combinação de queda acumulada do dólar e preços elevados de commodities favorece países exportadores da região.

Analistas do Citi avaliam que a combinação entre a perda de valor do dólar e a alta persistente dos preços das commodities melhorou os termos de troca para muitos países da América Latina, fortalecendo moedas locais e aumentando receitas em dólares para exportadores.

A instituição compilou dados de fontes financeiras internacionais e projeta que o quadro deve se manter no horizonte de 12 a 18 meses, salvo choques externos ou mudanças abruptas nas políticas monetárias globais. No entanto, o banco ressalta que riscos domésticos como instabilidade política, fragilidades fiscais e choques de oferta podem reduzir ou reverter ganhos cambiais.

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Entre os mecanismos apontados estão a redução da pressão sobre pares cambiais com o dólar em queda e o aumento das entradas de divisas decorrentes de cotações elevadas de minério, soja e petróleo, que ampliam reservas e melhoram balanços externos.

Desempenho recente evidencia vencedores e perdedores: peso colombiano, colón costa-riquenho e guarani paraguaio lideram ganhos, enquanto peso uruguaio e peso chileno figuram entre os recuos. Para o Brasil, autoridades destacaram a apreciação do real como reflexo de políticas que atraem investimento, apontando efeitos positivos sobre custos de importação e inflação. Isso também beneficia emprego e investimentos privados locais.

O Citi alerta que câmbio mais forte pode reduzir competitividade de exportadores e impactar receitas locais de empresas voltadas para mercado externo. Suma, o banco vê um cenário favorável no curto a médio prazo para moedas exportadoras da região, mas condiciona sustentabilidade desse padrão à evolução de fatores externos e a decisões políticas internas.

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